Especialidades - DTM - Disfunção Temporo-Mandibular

           A DTM, Disfunção Temporo-Mandibular é o termo coletivo que abrange as desordens clínicas dos músculos mastigatórios, das ATMs – Articulações Temporo-Mandibulares, suas desordens intra-articulares e estruturas associadas.

          Muitos pacientes adultos e crianças podem apresentar os sinais e sintomas desta disfunção, relatando principalmente dores musculares, limitação e desvio além de ruídos articulares durante abertura e fechamento da boca. Podem ser incluídas ainda dores de cabeça, na nuca e no pescoço, e dores de ouvido.

                                                                          

             Os principais sintomas são:

  •                              ♦  Dor na face, cabeça e pescoço;  
  •                              ♦  Dor na articulação temporo-mandibular (ATM)   
  •                              ♦  Dor de ouvido 
  •                              ♦  Má oclusão repentina
  •                              ♦  Limitação dos movimentos mandibulares 
  •                              ♦  Desvios e deflexões
  •                              ♦  Ruídos articulares (estalos e crepitações)  
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          Dores constantes de cabeça, principalmente nas regiões temporais (laterais) e frontais, no pescoço abrangendo mais a região cervical posterior (nuca), na face e ouvidos que não têm causas aparentes, podem estar relacionadas à DTM.

          Para ser diagnosticado, é preciso fazer exames clínicos e radiográficos apropriados quando necessários.

          Possíveis Causas: 

          As DTMs podem ser desencadeadas por vários fatores interagindo conjuntamente, e raramente por um único fator isoladamente.

  •           ♦  Hábitos funcionais mastigatórios alterados (mastigação unilateral – só de um lado, mastigação “travada”)
  •           ♦  Hábitos parafuncionais (sobrecargas repetitivas como o bruxismo e o apertamento dentário)
  •           ♦  Traumatismos na face (pancadas, fraturas)
  •           ♦  Anormalidades posturais da mandíbula (osso do queixo) em relação às outras estruturas faciais e cranianas
  •           ♦  Desordens do sono (principalmente o ronco e a apnéia obstrutiva do sono)
  •           ♦  Fatores psico-emocionais (estresse, ansiedade e depressão)
  •           ♦  Fatores oclusais (dentes tortos ou ausência de dentes, próteses mal adaptadas, cáries grandes, problemas periodontais, etc.)
  •           ♦  Dores profundas
  •           ♦  Fatores sistêmicos (artrites, artroses, osteoporoses)

     

           As DTMs podem ser divididas em 4 grandes grupos que são:

          Ruidos (estalos, crepitações além de inúmeros sons que é ouvido pelo próprio indivíduo quando este movimenta a mandíbula). Pode ou não ser necessário tratamento, entretanto só um profissional qualificado está apto a lhe dizer isso.

          Intra-Articulares – são lesões dentro da articulação que podem ou não estar associadas a dores ou limitação de movimentos.
          Dificuldades de abrir a boca ou de fechá-la, assim como dor ou desvios acentuados nos movimentos se incluem neste grupo. 
          Normalmente requer algum tipo de tratamento para que não ocorra evolução do quadro para artroses.
                                                                                     

          Musculares – neste grupo estão as dores associadas aos músculos mastigatórios. As mais comuns são as dores faciais ao acordar e as dores de cabeça que ocorrem no final do dia, normalmente chamadas de cefaléias tensionais. As cefaléias tensionais apresentam típicas dores nas têmporas que podem ou não evoluir para enxaqueca e estão intimamente ligadas a tensão do dia a dia.  A resolução pode ser bastante simples, por isso sempre vale a pena consultar um dentista habilitado para este tipo de problema. Procure um profissional que faça Ortopedia Funcional.

                                                                        

          Hábitos parafuncionais – basicamente podemos dizer que os principais hábitos parafuncionais são o bruxismo e o apertamento dentário. 
          O primeiro consiste em apertar os dentes e movimentar a boca ao mesmo tempo. Normalmente este indivíduo pode reclamar de desgastes dentais acentuados e dores faciais. Já o segundo, não apresenta nenhum tipo de desgaste dental, mas gera mais danos ao organismo, pois é a origem da maioria dos problemas acima descritos, sejam musculares, intra-articulares ou ruídos.

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           O sinal mais frequente nos casos de DTM é a presença de estalidos e/ou ruídos crepitantes em um ou em ambos os lados durante os movimentos mandibulares na mastigação, no bocejo ou simplesmente ao abrir e fechar a boca. Quando associado com dor e interferência durante a movimentação, o ruído grosseiro pode ser indicio de envolvimento de componentes intra-articulares das ATMs, e/ou um estágio de transição para um distúrbio degenerativo. Sons articulares isoladamente não indicam necessariamente uma condição patológica, mas pode representar um indicio. 
          Existe uma prevalência significantemente maior no sexo feminino, principalmente após os 25 anos de idade (de cada 10 pacientes com DTM, 9 são mulheres), muito provavelmente devido ao maior engajamento das mulheres no mercado de trabalho, somando-se a isso outras atividades como cuidar do lar, da família, além de serem muito mais emoção do que razão. 
          A procura por tratamento normalmente está associada ao desconforto pela dor, zumbido, vertigem, alteração na audição, limitação de abertura bucal, estalos e estética dental, uma vez que os elementos dentais podem apresentar superfícies desgastadas não comuns à forma normal.
          Dentre as parafunções orais, o bruxismo ou ranger os dentes, tem sido o hábito mais associado à Disfunção Temporo-Mandibular, seguido de hábitos como chupar dedo e chupeta, onicofagia (roer unha), interposição labial e deglutição atípica. A influência de fatores emocionais no sistema mastigatório tem sido explicada por induzir atividades parafuncionais, e por causar aumento da tensão muscular. 
          O caráter multifatorial da Disfunção Temporo-Mandibular dificulta a elaboração de uma estratégia de terapia preventiva, pois é impossível determinar até que ponto cada um dos fatores, isoladamente ou em conjunto, indicará objetivamente o desenvolvimento de uma DTM. 

          Tratamentos: 

          Toda filosofia de tratamento sempre é baseada em conceitos da etiologia das doenças.
          Os tratamentos oclusais irreversíveis, como ajuste oclusal, ortodontia e reabilitação oral completa foram muito utilizados, pois se considerava que a oclusão era o principal, senão o único fator etiológico das DTMs.
          Porém, com a evolução dos conceitos, sabe-se que as DTMs surgem e mantêm-se por uma série de fatores, muitos deles não relacionadas à oclusão dentária.
          Dessa forma, essa teoria multifatorial nos leva a uma filosofia de tratamento multidisciplinar, ou seja, além do cirurgião-dentista, existe a necessidade da intervenção de profissionais associados como fisioterapeutas, psicólogos, médicos, fonoaudiólogos, etc.
Inicialmente, o tratamento consiste na associação de algumas modalidades tais como:

  •           ♦ Dispositivos inter-oclusais, placas miorrelaxantes e principalmente os aparelhos ortopédicos funcionais
  •           ♦ Correções dos problemas oclusais com ortopedia e/ou ortodontia
  •           ♦ Modificação de comportamento
  •           ♦ Fisioterapia específica
  •           ♦ Farmacoterapia
  •           ♦ Orientações ao paciente
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          O tratamento conservador passa pela orientação ao paciente para evitar movimentos exagerados e repetitivos da mandíbula, fisioterapia e massagem nas regiões envolvidas precedidas de aplicação de calor úmido (compressas quentes), relaxamento mental e prescrição de analgésicos, antiinflamatórios e miorrelaxantes. 
          Tratamento reversível com placas de mordida ou aparelhos ortopédicos funcionais previamente ao tratamento ortodôntico (quando a dor e estalo vêm acompanhados de má oclusão e espasmos musculares) pode ser associado a outros especialistas, inclusive ao tratamento cirúrgico. Entretanto, a Ortopedia Funcional dos Maxilares tem uma abordagem diferente das clássicas, oferecendo um tratamento mais eficaz e rápido que os tratamentos convencionais.

      Aparelho Ortopédico Funcional de Planas. Muito utilizado no tratamento das DTMs.

          O paciente com DTM deve levar em consideração uma alimentação adequada, exercícios físicos e desenvolver o equilíbrio psico-emocional, além do tratamento de outros problemas de saúde, caso existam.

          Se você é dentista, saiba mais sobre a DTM e como se preparar para estes tratamentos através do nosso curso de Ortopedia Funcional dos Maxilares, clicando aqui.



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